Final do ano chegou, e com ele aquelas festas com aqueles parentes chatos, promessas novas, novas esperanças e todo aquele clichê. Mas, todo esse papo de 'ano novo, vida nova' é verdade?
Nós, meros seres humanos, estamos a todo momento nos desfazendo de coisas, nos afastando de pessoas, nos renovando. Então, por que só no final do ano podemos dizer que estamos atrás de uma vida nova? E mesmo, que no fundo você saiba, que vá tudo continuar da mesma forma, a esperança de uma mudança é maior que a aceitação.
Não pretendo prolongar muito esse texto, nem sequer o iria escrever, mas bom... Não se prenda as promessas de final de ano. Renove você, sua vida, esperanças, relações a cada dia. Chore para se livrar de antigos sentimentos. Sorria para se abrir a novas experiências. Viver é um tiro no escuro, e precisamos atirar inúmeras vezes até acertar o alvo.
Precisamos correr o risco, aguentar as dores, comemorar as alegrias. Se estamos aqui, se somos obrigados a passar por todas as dificuldades que elas sejam recompensadas com uma alegria fora do normal. O mundo é grande, enorme, e ele sempre tenta ser maior que nós todos, cabe a nós provar a ele que somos maiores que ele.
E a minha meta, para todos os meus dias de vida nova é: ser feliz!
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Estamos perdidos em turbilhões de sentimentos.
Uma certa vez, minha mãe me contou a história de um urso. O urso em questão, estava morrendo de fome, e andando na floresta achou uma panela, grande e cheia de comida. O panela estava no fogo, mas é claro que o urso com toda sua irracionalidade não sabia disso, então a abraçou e começou a comer. Pouco a pouco a penela o queimou, e mesmo que doesse, mesmo que queimasse ele não a soltava, e quando ele percebeu que estava morrendo, tentou se soltar da penela, mas era tarde demais, ela já estava grudada em seu corpo. O urso morreu, abraçado a panela queimando.
Se formos fazer uma comparação com humanos sentimentais e animais, por favor, que comparem com esse urso. O sentimento nem sempre é bom, o lado bom - infelizmente - nem sempre vence, só não estendemos isso ainda.
Quando sentimos, quando amamos, ficamos com tanto medo de perder, ficamos tão apegados ao que um dia nos fez bem que não conseguimos nos livrar daquilo. Mesmo que nos mate, pouco a pouco. E é tão ruim, ficar perdido entre o sentimento, a razão. Entre o certo e o errado.
O certo está ali, na sua cara, quase tão visível que você pode tocá-lo, mas ele doí, ele machuca. Romper relações é sempre uma dor, onde acaba que um lado sempre sai mais machucado que o outro. Mas então o que você deve fazer? Continuar naquela situação doí, romper a situação parece que doí mais ainda. Qual é o caminho que devemos seguir?
Cabe a nós mesmos respondemos essa pergunta. Eu, que sempre presei o simples, o fácil, o indolor, hoje me vejo em uma situação aparentemente sem saída. Soa dramático, e talvez seja mesmo dramático. Mas quando somos colocados a prova de fogo, a teoria sempre se mostra mais fácil. Ficar e suportar a dor, pelo simples medo de perder, parece melhor do que enfrentar tudo e ter que suportar os fantasmas da saudade.
Mas e quando não dá mais?! E quando a dor de estar perto é igual, ou superior, a de quando está longe. A realidade é que nunca ninguém pertenceu a ninguém, somos apenas ciclos que se interligam e se soltam com uma rapidez fora do normal. Enquanto eu estou escrevendo esse texto alguém, provavelmente, está rompendo um relacionamento. De forma forçada, ou não. Alguém, em algum lugar do mundo, está perdendo uma pessoa querida, uma pessoa amada.
E que você saiba que não, não é o fim do mundo, a dor, a agonia diz o contrário. Como o certo pode doer tanto? Quão injusto isso é? A vida, infelizmente, não foi feita para ser justa, para ser fácil, foi feita para ser certa. E vai te cobrar o certo, sempre, seja ele o que você quer ou não! É ruim pensar que a qualquer momento você pode perder alguém, seja para morte, seja para situações do dia-a-dia. E qual é a solução?
Talvez, a resposta seja aproveitar. Aproveitar enquanto podemos, aproveitar cada segundo que temos com quem amamos, nunca sabemos se amanhã, quando acordamos, aquela pessoa vai estar ali. Viver com intensidade, viver o momento. Mas com a consciência, que quando a dor chegar, você não vai estar preparado. E mesmo que pareça o fim do mundo, o tempo (o mais eficaz e clichê de todos os conselhos) irá resolver.
Se formos fazer uma comparação com humanos sentimentais e animais, por favor, que comparem com esse urso. O sentimento nem sempre é bom, o lado bom - infelizmente - nem sempre vence, só não estendemos isso ainda.
Quando sentimos, quando amamos, ficamos com tanto medo de perder, ficamos tão apegados ao que um dia nos fez bem que não conseguimos nos livrar daquilo. Mesmo que nos mate, pouco a pouco. E é tão ruim, ficar perdido entre o sentimento, a razão. Entre o certo e o errado.
O certo está ali, na sua cara, quase tão visível que você pode tocá-lo, mas ele doí, ele machuca. Romper relações é sempre uma dor, onde acaba que um lado sempre sai mais machucado que o outro. Mas então o que você deve fazer? Continuar naquela situação doí, romper a situação parece que doí mais ainda. Qual é o caminho que devemos seguir?
Cabe a nós mesmos respondemos essa pergunta. Eu, que sempre presei o simples, o fácil, o indolor, hoje me vejo em uma situação aparentemente sem saída. Soa dramático, e talvez seja mesmo dramático. Mas quando somos colocados a prova de fogo, a teoria sempre se mostra mais fácil. Ficar e suportar a dor, pelo simples medo de perder, parece melhor do que enfrentar tudo e ter que suportar os fantasmas da saudade.
Mas e quando não dá mais?! E quando a dor de estar perto é igual, ou superior, a de quando está longe. A realidade é que nunca ninguém pertenceu a ninguém, somos apenas ciclos que se interligam e se soltam com uma rapidez fora do normal. Enquanto eu estou escrevendo esse texto alguém, provavelmente, está rompendo um relacionamento. De forma forçada, ou não. Alguém, em algum lugar do mundo, está perdendo uma pessoa querida, uma pessoa amada.
E que você saiba que não, não é o fim do mundo, a dor, a agonia diz o contrário. Como o certo pode doer tanto? Quão injusto isso é? A vida, infelizmente, não foi feita para ser justa, para ser fácil, foi feita para ser certa. E vai te cobrar o certo, sempre, seja ele o que você quer ou não! É ruim pensar que a qualquer momento você pode perder alguém, seja para morte, seja para situações do dia-a-dia. E qual é a solução?
Talvez, a resposta seja aproveitar. Aproveitar enquanto podemos, aproveitar cada segundo que temos com quem amamos, nunca sabemos se amanhã, quando acordamos, aquela pessoa vai estar ali. Viver com intensidade, viver o momento. Mas com a consciência, que quando a dor chegar, você não vai estar preparado. E mesmo que pareça o fim do mundo, o tempo (o mais eficaz e clichê de todos os conselhos) irá resolver.
sábado, 30 de novembro de 2013
Que porra eu to fazendo com a minha vida?!
Bom, primeiro eu queria me desculpar pelo 'palavrão' no título (ou não). Eu pretendia escrever sobre um assunto diferente, mas me perdi em palavras e a cada palavra que eu escrevia, pior o texto ficava.
Então, sem nenhuma perspectiva de conseguir terminar o texto sobre o outro assunto (que algum dia irá sim, ser postado aqui) eu resolvi escrever sobre meus sentimentos, mais uma vez. Dessa vez não vou falar sobre pontos de vista, não vou dar dicas de controlar os ciumes, dessa vez isso vai ser um desabafo. Não que os outros não tenham sido.
O.k. Começando... Eu não sei por onde começar, mas vou tentar organizar os pensamentos. A cada passo que eu dou, cada decisão que eu tomo, cada palavra que eu digo, eu me pergunto: Que porra eu to fazendo com a minha vida?!
É aquela sensação de olhar para trás e perguntar a si mesma: 'E se...'
E se eu tivesse falado palavras diferentes naquele momento? E se eu não tivesse me afastado daquela pessoa? E se eu não tivesse vivido tudo que eu vivi? E se as coisas não fossem como são? E se eu não conhecesse quem eu conheço agora? E se? E se? E se? E se? E minha cabeça fica confusa e perdida no meio de inúmeras possibilidades.
Eu raramente me arrepende de uma decisão tomada, mas quando isso acontece é horrível. Eu fico me martirizando por aquilo o resto da vida, e provavelmente daqui a uns 10 anos eu ainda vou me lembrar e vou querer ter feito diferente. É horrível me sentir da forma que eu me sinto, como se nenhum passo me levasse ao caminho certo. Como se tanto esforço fosse em vão.
E eu sei que isso é passageiro, todo sentimento é passageiro. Mas eu vivo em constate vai-e-vem de insegurança. Cada dia me descubro mais insegura, e eu simplesmente odeio isso. Então ai vem a pergunta do titulo do post. Por que, diabos, eu alimento essa insegurança? Por que eu não consigo simplesmente dar um basta em sentimentos negativos?
Eu sei que não sou apenas eu que me sinto dessa forma, insegurança faz parte de qualquer ser humano (mesmo que as pessoas não assumam isso). Mas eu não gostaria de ser insegura, não gostaria de a cada palavra pronunciada ficar pensando se eu fiz o certo. Isso é horrível.
E eu me pergunto se alguém, além de mim, se sente dessa forma. E mesmo sabendo que sim! Que alguém no mundo deve se sentir da mesma forma que eu, eu fico perdida. Perdida e me achando a pior pessoa do mundo por não saber o que eu to fazendo com a minha vida.
Por não saber se daqui a cinco anos os meus esforços vão valer a pena. Por não saber se eu vou ser uma boa profissional. Por não saber se a faculdade que eu quero fazer é mesmo o que eu procuro. E eu sei que eu tenho tempo, e que eu posso errar, e que eu posso consertar, e que eu posso simplesmente recomeçar quantas vezes eu quiser. Mas não é bom quando acontece um acerto de primeira?
No post passado eu falei como eu pensava demais, e até fui contra isso. Mas eu realmente ODEIO pensar demais, pensando demais eu chego em todos os pensamentos falados acima. Eu sei que tenho uma vida inteira para viver, sou jovem. Mas ser jovem é uma constante insegurança.
As vezes, o que me consola é saber que eu não estou sozinha. Que existem milhares de pessoas que se sentem da mesma forma que eu - eu espero que exista - e que, de alguma forma, algum dia todas essas dúvidas vão desaparecer.
Talvez eu realmente deva pensar menos, esperar mais, ter mais paciência com a vida e deixar que a mesma me surpreenda. Bom, talvez daqui a cinco anos eu volte com um novo texto, respondendo para mim mesma as perguntas que acabei de me fazer.
Então, sem nenhuma perspectiva de conseguir terminar o texto sobre o outro assunto (que algum dia irá sim, ser postado aqui) eu resolvi escrever sobre meus sentimentos, mais uma vez. Dessa vez não vou falar sobre pontos de vista, não vou dar dicas de controlar os ciumes, dessa vez isso vai ser um desabafo. Não que os outros não tenham sido.
O.k. Começando... Eu não sei por onde começar, mas vou tentar organizar os pensamentos. A cada passo que eu dou, cada decisão que eu tomo, cada palavra que eu digo, eu me pergunto: Que porra eu to fazendo com a minha vida?!
É aquela sensação de olhar para trás e perguntar a si mesma: 'E se...'
E se eu tivesse falado palavras diferentes naquele momento? E se eu não tivesse me afastado daquela pessoa? E se eu não tivesse vivido tudo que eu vivi? E se as coisas não fossem como são? E se eu não conhecesse quem eu conheço agora? E se? E se? E se? E se? E minha cabeça fica confusa e perdida no meio de inúmeras possibilidades.
Eu raramente me arrepende de uma decisão tomada, mas quando isso acontece é horrível. Eu fico me martirizando por aquilo o resto da vida, e provavelmente daqui a uns 10 anos eu ainda vou me lembrar e vou querer ter feito diferente. É horrível me sentir da forma que eu me sinto, como se nenhum passo me levasse ao caminho certo. Como se tanto esforço fosse em vão.
E eu sei que isso é passageiro, todo sentimento é passageiro. Mas eu vivo em constate vai-e-vem de insegurança. Cada dia me descubro mais insegura, e eu simplesmente odeio isso. Então ai vem a pergunta do titulo do post. Por que, diabos, eu alimento essa insegurança? Por que eu não consigo simplesmente dar um basta em sentimentos negativos?
Eu sei que não sou apenas eu que me sinto dessa forma, insegurança faz parte de qualquer ser humano (mesmo que as pessoas não assumam isso). Mas eu não gostaria de ser insegura, não gostaria de a cada palavra pronunciada ficar pensando se eu fiz o certo. Isso é horrível.
E eu me pergunto se alguém, além de mim, se sente dessa forma. E mesmo sabendo que sim! Que alguém no mundo deve se sentir da mesma forma que eu, eu fico perdida. Perdida e me achando a pior pessoa do mundo por não saber o que eu to fazendo com a minha vida.
Por não saber se daqui a cinco anos os meus esforços vão valer a pena. Por não saber se eu vou ser uma boa profissional. Por não saber se a faculdade que eu quero fazer é mesmo o que eu procuro. E eu sei que eu tenho tempo, e que eu posso errar, e que eu posso consertar, e que eu posso simplesmente recomeçar quantas vezes eu quiser. Mas não é bom quando acontece um acerto de primeira?
No post passado eu falei como eu pensava demais, e até fui contra isso. Mas eu realmente ODEIO pensar demais, pensando demais eu chego em todos os pensamentos falados acima. Eu sei que tenho uma vida inteira para viver, sou jovem. Mas ser jovem é uma constante insegurança.
As vezes, o que me consola é saber que eu não estou sozinha. Que existem milhares de pessoas que se sentem da mesma forma que eu - eu espero que exista - e que, de alguma forma, algum dia todas essas dúvidas vão desaparecer.
Talvez eu realmente deva pensar menos, esperar mais, ter mais paciência com a vida e deixar que a mesma me surpreenda. Bom, talvez daqui a cinco anos eu volte com um novo texto, respondendo para mim mesma as perguntas que acabei de me fazer.
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
A vida vista do angulo de uma ruiva.
O nome do post é totalmente sem noção, mas foi o melhor que encontrei. Já falei aqui sobre dificuldades, relacionamentos, ciumes e pensei o que eu poderia usar para o meu quarto post e não consegui chegar a nenhuma conclusão, até agora.
Primeiro, tenho que falar os motivos que me fizeram vir aqui hoje escrever justamente sobre isso: A vida. É estranho como o próprio assunto se torna o motivo do assunto, mas é isso. Desde o principio tive a plena certeza que esse blog se tornaria uma especie de diário para mim, e não estou errada.
Quando estou mal, chateada, em conflito comigo mesma e com a minha natureza, quando quero gritar, chorar, espernear até o mundo todo saber como eu estou mal... Eu simplesmente venho aqui, escrevo e me sinto 100x melhor.
Então hoje, vou escrever sobre como é a vida vista por uma ruiva, uma ruiva em especial, eu. Sempre tive uma certeza na minha vida, desde a minha primeira palavra pronunciada (que por um acaso foi 'não') que eu não seria uma pessoa fácil de lidar. Dito e feito.
Sou extremista. Ou como dizem meus pais 8 ou 80. Para mim não tem aquela de meio termo, ou é, ou não é. Ou soma, ou some. E aqueles outros montem de frases clichês. Eu já entrei em conflito comigo mesma inúmeras vezes procurando respostas para sentimentos, sempre pensei demais. Sempre quis ver todos os lados da situação.
'Mariana, para de pensar tanto, curte o momento' é a frase que eu mais escuto falarem para mim. E bom, pensar é bom, mas nem sempre, e eu sei disso, só não sei colocar as ideias em pratica. É claro, é sempre mil vezes mais fácil falar.
Minha vida nos últimos meses tem sido inúmeros 'tiros no escuro'. Usei a impulsividade para tomar todas as minhas decisões, a emoção, o sentimentalismo. Resolvi esquecer um pouco a razão e percebi que não podia ter tomado decisão melhor. Por que?!
Todo mundo precisa daqueles momentos, aqueles que nada importa a não ser seguir os sentimentos. E mesmo que no final tudo dê errado, você sempre tem a chance de mudar, de arrumar seus erros. Uma vez ouvi certa frase: Você pode errar, desde que esse erro não custe sua vida. E nenhum ser humano pode negar como é bom a sensação de estar arriscado.
A adrenalina, os hormônios (não importa qual sejam eles) a flor da pele, a incerteza, e finalmente o alívio. Talvez isso tudo soe um pouco masoquista, mas a vida nos torna masoquistas com o tempo. Saber que uma coisa deu certo, depois de tanto estar andando sob um fio tão fino é uma sensação tão unica, tão boa, tão libertadora. E então eu decidi que vou, de agora em diante, pensar menos e viver mais.
Sou uma amante de livros, e bem... Da mesma forma que o livro imita a vida, a vida também pode imitar o livro. Então, por quê não arriscar? Por que não dar alguns tiros do escuro? Um pouco de incerteza, impulsividade cai bem em todo mundo, em algum momento da vida. E não é errado gostar disso.
Por último deixo uma música que define bastante o que eu estou sentindo no momento:
Primeiro, tenho que falar os motivos que me fizeram vir aqui hoje escrever justamente sobre isso: A vida. É estranho como o próprio assunto se torna o motivo do assunto, mas é isso. Desde o principio tive a plena certeza que esse blog se tornaria uma especie de diário para mim, e não estou errada.
Quando estou mal, chateada, em conflito comigo mesma e com a minha natureza, quando quero gritar, chorar, espernear até o mundo todo saber como eu estou mal... Eu simplesmente venho aqui, escrevo e me sinto 100x melhor.
Então hoje, vou escrever sobre como é a vida vista por uma ruiva, uma ruiva em especial, eu. Sempre tive uma certeza na minha vida, desde a minha primeira palavra pronunciada (que por um acaso foi 'não') que eu não seria uma pessoa fácil de lidar. Dito e feito.
Sou extremista. Ou como dizem meus pais 8 ou 80. Para mim não tem aquela de meio termo, ou é, ou não é. Ou soma, ou some. E aqueles outros montem de frases clichês. Eu já entrei em conflito comigo mesma inúmeras vezes procurando respostas para sentimentos, sempre pensei demais. Sempre quis ver todos os lados da situação.
'Mariana, para de pensar tanto, curte o momento' é a frase que eu mais escuto falarem para mim. E bom, pensar é bom, mas nem sempre, e eu sei disso, só não sei colocar as ideias em pratica. É claro, é sempre mil vezes mais fácil falar.
Minha vida nos últimos meses tem sido inúmeros 'tiros no escuro'. Usei a impulsividade para tomar todas as minhas decisões, a emoção, o sentimentalismo. Resolvi esquecer um pouco a razão e percebi que não podia ter tomado decisão melhor. Por que?!
Todo mundo precisa daqueles momentos, aqueles que nada importa a não ser seguir os sentimentos. E mesmo que no final tudo dê errado, você sempre tem a chance de mudar, de arrumar seus erros. Uma vez ouvi certa frase: Você pode errar, desde que esse erro não custe sua vida. E nenhum ser humano pode negar como é bom a sensação de estar arriscado.
A adrenalina, os hormônios (não importa qual sejam eles) a flor da pele, a incerteza, e finalmente o alívio. Talvez isso tudo soe um pouco masoquista, mas a vida nos torna masoquistas com o tempo. Saber que uma coisa deu certo, depois de tanto estar andando sob um fio tão fino é uma sensação tão unica, tão boa, tão libertadora. E então eu decidi que vou, de agora em diante, pensar menos e viver mais.
Sou uma amante de livros, e bem... Da mesma forma que o livro imita a vida, a vida também pode imitar o livro. Então, por quê não arriscar? Por que não dar alguns tiros do escuro? Um pouco de incerteza, impulsividade cai bem em todo mundo, em algum momento da vida. E não é errado gostar disso.
Por último deixo uma música que define bastante o que eu estou sentindo no momento:
terça-feira, 26 de novembro de 2013
O poder de controle.
O.k. Assumi a mim mesma que sou extremamente controladora, e isso é uma bosta! Com todos os significados da palavra.
Eu namoro a algum tempo, e meu namorado, assim como eu, não gosta de ser sufocado. E isso é um problema. Sempre tem aquela história: não faça com os outros, o que você não gostaria que fizessem com você. E eu sempre fui apta e essa filosofia de vida, então eu estou constantemente lutando contra a minha natureza controladora e possessiva.
Mas nem sempre é fácil. Quase nunca é fácil. É complicado ter que disfarçar aquele ciumes que, por mais que você saiba que é completamente bobo e infantil, está ali. Então eu desenvolvi cinco passos para me ajudar com isso:
Como diria minha amiga: Antes de qualquer relacionamento entenda que toda pessoa tem um ciclo, e nenhuma pessoa faz parte do seu ciclo, ela tem a liberdade de ir e vir. Dê motivos a ela para ela querer ficar.
Eu namoro a algum tempo, e meu namorado, assim como eu, não gosta de ser sufocado. E isso é um problema. Sempre tem aquela história: não faça com os outros, o que você não gostaria que fizessem com você. E eu sempre fui apta e essa filosofia de vida, então eu estou constantemente lutando contra a minha natureza controladora e possessiva.
Mas nem sempre é fácil. Quase nunca é fácil. É complicado ter que disfarçar aquele ciumes que, por mais que você saiba que é completamente bobo e infantil, está ali. Então eu desenvolvi cinco passos para me ajudar com isso:
- Aceitação. Você tem que aceitar o ciumes, a possessividade. Você tem que admitir a si mesma que é sim controladora, e que você precisa controlar isso.
- Paciência. Coloque na balança se brigar por aquilo vale a pena. As vezes, quase sempre, as brigas são causadas por coisas irracionais, por raiva de momento, por coisas que poderiam ser repensadas e evitadas.
- Confiança. É óbvio, para qualquer tipo de relacionamento, que antes de você gostar de outra pessoa você tem que SE AMAR primeiro. Então aceite a si próprio e entenda: Se uma pessoa convive com você, 'tá do seu lado é porque você é mais importante que a certa 'amiguinha'.
- Liberdade. Principalmente em um namoro é importante entender quê: não é porque você começou a namorar que você se tornou apenas uma pessoa. Da mesma forma que você tem que ter sua vida, seu namorado(a) tem o total direito de ter a dele. Manter relações antes/durante/depois de relacionamentos é fundamental, então não sinta ciumes de certas amizades.
- Compreensão. Você tem que entender que um relacionamento não é apenas você, seu lado e sua razão. Você escolheu compartilhar sua vida com outra pessoa e nesse meio existem as diferenças. É importante você e a pessoa que você se relaciona entender que é necessário abrir mão uma vez ou outra.
Como diria minha amiga: Antes de qualquer relacionamento entenda que toda pessoa tem um ciclo, e nenhuma pessoa faz parte do seu ciclo, ela tem a liberdade de ir e vir. Dê motivos a ela para ela querer ficar.
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Falando sobre relacionamento.
Um assunto bastante complicado, delicado e cheio de sentimento. Relacionamentos, seja eles como forem, sempre são carregados de emoções boas e ruins. E, por favor, sem aquele papo de que 'um relacionamento só presta quando não há brigas'. É claro que nós gostamos de viver em paz, mas aquela coisa morna, monótoma, sem graça, com o tempo acaba cansando. E é ai que entra o que eu quero falar.
Para começar a falar disso, eu vou escolher um tipo de relacionamento: Casais de namorados (eu estou englobando todos os tipos de namorados, héteros e homossexuais). Uma vez, em um filme, eu ouvi uma comparação entre os casais que sempre vivem em paz, e aqueles que estou sempre a flor da pele. E eu simplesmente adorei. O que a mulher dizia era: Existem dois tipos de casais, os que o relacionamento parece uma fortaleza, sem nenhuma briga, sem nenhuma discussão, sem nenhuma dificuldade, mas bastava apenas uma pequena rachadura nessa fortaleza que tudo desabava. Ao contrário do outro tipo de casal, os que tudo suportavam juntos, as brigas, o orgulho e as dificuldades. Eles viviam por um fio. Mas esse fio era tão forte e tão grosso que seria capaz de suportar qualquer coisa.
Pensei e refleti durante um bom tempo sobre qual tipo de relacionamento eu gostaria de ter. Uma fortaleza, que a qualquer simples rachadura desaba ou um fio de aço que é capaz de suportar tanta coisa e ainda assim continuar intacto?! Eu escolhi a segunda opção. Provavelmente ao fazer essa escolha, junto eu estou escolhendo o caminho mais difícil... Mas seguindo a minha filosofia que de nada que é bom, é fácil, eu estou pelo caminho certo.
Apesar de querer algo que dure até mesmo nas mais complicadas situações eu entendo que ninguém ama por dois. Isso vale para qualquer tipo de relação. De amizade, namoro, convivência. O ser humano, sentimentalmente falando, procura algo que vá preencher o que ele acredita que falte nele, e quando ele é forçado a amar por dois e segurar a ponta do 'fio' sozinho, não tarda muito e ele arrebenta. Logo, chego a conclusão quê: Um relacionamento saudável é aquele que faz bem, mas um bom relacionamento é aquele que a gente consegue entender os defeitos e mesmo assim permanece ao lado, ajudando a pessoa a evoluir e a superar seus próprios limites. É quase tão simples quanto 1+1 = 2 (Engenheiros de plantão, por favor, não venham querer me dizer que 1+1 não é iguala dois, sou apegada a Matemática básica).
Para concluir, deixo uma mensagem que li uma certa vez, no meu antigo tumblr. Um casal foi questionado sobre o tempo de relacionamento que eles tinham, e eles responderam: Nós somos da época, onde quando algo é quebrado nós concertamos e não jogamos fora.
Para começar a falar disso, eu vou escolher um tipo de relacionamento: Casais de namorados (eu estou englobando todos os tipos de namorados, héteros e homossexuais). Uma vez, em um filme, eu ouvi uma comparação entre os casais que sempre vivem em paz, e aqueles que estou sempre a flor da pele. E eu simplesmente adorei. O que a mulher dizia era: Existem dois tipos de casais, os que o relacionamento parece uma fortaleza, sem nenhuma briga, sem nenhuma discussão, sem nenhuma dificuldade, mas bastava apenas uma pequena rachadura nessa fortaleza que tudo desabava. Ao contrário do outro tipo de casal, os que tudo suportavam juntos, as brigas, o orgulho e as dificuldades. Eles viviam por um fio. Mas esse fio era tão forte e tão grosso que seria capaz de suportar qualquer coisa.
Pensei e refleti durante um bom tempo sobre qual tipo de relacionamento eu gostaria de ter. Uma fortaleza, que a qualquer simples rachadura desaba ou um fio de aço que é capaz de suportar tanta coisa e ainda assim continuar intacto?! Eu escolhi a segunda opção. Provavelmente ao fazer essa escolha, junto eu estou escolhendo o caminho mais difícil... Mas seguindo a minha filosofia que de nada que é bom, é fácil, eu estou pelo caminho certo.
Apesar de querer algo que dure até mesmo nas mais complicadas situações eu entendo que ninguém ama por dois. Isso vale para qualquer tipo de relação. De amizade, namoro, convivência. O ser humano, sentimentalmente falando, procura algo que vá preencher o que ele acredita que falte nele, e quando ele é forçado a amar por dois e segurar a ponta do 'fio' sozinho, não tarda muito e ele arrebenta. Logo, chego a conclusão quê: Um relacionamento saudável é aquele que faz bem, mas um bom relacionamento é aquele que a gente consegue entender os defeitos e mesmo assim permanece ao lado, ajudando a pessoa a evoluir e a superar seus próprios limites. É quase tão simples quanto 1+1 = 2 (Engenheiros de plantão, por favor, não venham querer me dizer que 1+1 não é iguala dois, sou apegada a Matemática básica).
Para concluir, deixo uma mensagem que li uma certa vez, no meu antigo tumblr. Um casal foi questionado sobre o tempo de relacionamento que eles tinham, e eles responderam: Nós somos da época, onde quando algo é quebrado nós concertamos e não jogamos fora.
domingo, 24 de novembro de 2013
Ninguém disse que iria ser fácil.
Pensei, pensei e pensei mais um pouco. Como e sobre o que poderia ser o primeiro post de um blog inteiramente meu?! E então decidi. Hoje é 24/11/2013, ás 21:52 e eu estou ouvindo Coldplay. Não que você se importe, mas as próximas palavras serão de extremas (ou não) importância.
Sempre fui extremamente sentimental, uma canceriana nata, e sempre tive um talento enorme para entender as coisas. Sempre fui mais observadora do que participativa, e sempre adorei isso. E hoje, no dia 24 de novembro de 2013, as 09h da noite, ao som de Coldplay descobri que nada é fácil.
Ôh, obrigada, Sra. Óbvio.
Mas é aqui que está o ponto da questão. A dificuldade das coisas é algo tão óbvio que acabamos caindo dentro dela todos os dias. Quanto mais procuramos simplicidade, mais complicamos. E a agonia de achar o certo, o simples, o fácil é tanta e tão grande, que acaba nós sufocando. Não está entendendo nada? O.k, vou tentar explicar de forma mais clara.
Nós sabemos, desde o primeiro pensamento racional que temos, que nada na vida cai do céu. Pelo menos não as coisas que valem a pena. E mesmo assim, estamos todo santo dia procurando pelo fácil. Nós sabemos o que nos faz mal, sabemos o que melhorar, sabemos os problemas e quase sempre sabemos a solução. Só que como já dizia minha avó: Nada que é bom, é simples. E como sempre procuramos o simples, deixamos o certo de lado. E é exatamente essa a nossa armadilha.
Podemos ser comparados a animais sendo criados para o abate (me desculpe, eu sei que essa comparação é horrível). Vamos colocar dessa forma: Nós somos os animais, os problemas (que, aparentemente, não são problemas) são os alimentos, e o abate (a sentença final) é a agonia/depressão/tristeza. A comida vai nos levar ao abate, mas não conseguimos viver sem ela, acreditamos precisar dela, e a alternativa que seria comer menos e viver mais parece uma ideia estúpida. Eu juro que isso faz algum sentindo na minha cabeça, juro.
Voltando a ideia principal: A não facilidade das coisas. Sabemos que nada é simples, nada é fácil, mas queremos e buscamos incansavelmente isso, assim querendo fugir do problema criamos um.
Uma boa solução? Na minha opinião seria enfrentar. Enfrentar o que só, aparentemente, nos faz bem. Colocar os pingos nos i's. Aceitar a não simplicidade. A partir do momento que nós conseguirmos nos livrar de tudo que faz mal, que é ruim, os sentimentos ruins serão substituídos por coisas boas.
Ps: Vale a pena lembrar: o meu certo, não é o seu certo. Simplicidade, dificuldade, problema e solução variam de acordo com o ponto de vista da pessoa.
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Mariana Vaz, canceriana, uma adolescente em constante crise de identidade. Utopia e abstração são palavras chaves. Viagens e energias positivas. Não-ateia, não-cristã. Apaixonada pela vida e por tudo que ela representa. A simplicidade mais complexa que existe. Sentimental ao extremo, chorona, talvez mimada, feliz e triste. Vivo em Goiânia, tenho meus amigos, tenho minha vida, tenho minhas ideias e agora... tenho meu blog.