Bom, primeiro eu queria me desculpar pelo 'palavrão' no título (ou não). Eu pretendia escrever sobre um assunto diferente, mas me perdi em palavras e a cada palavra que eu escrevia, pior o texto ficava.
Então, sem nenhuma perspectiva de conseguir terminar o texto sobre o outro assunto (que algum dia irá sim, ser postado aqui) eu resolvi escrever sobre meus sentimentos, mais uma vez. Dessa vez não vou falar sobre pontos de vista, não vou dar dicas de controlar os ciumes, dessa vez isso vai ser um desabafo. Não que os outros não tenham sido.
O.k. Começando... Eu não sei por onde começar, mas vou tentar organizar os pensamentos. A cada passo que eu dou, cada decisão que eu tomo, cada palavra que eu digo, eu me pergunto: Que porra eu to fazendo com a minha vida?!
É aquela sensação de olhar para trás e perguntar a si mesma: 'E se...'
E se eu tivesse falado palavras diferentes naquele momento? E se eu não tivesse me afastado daquela pessoa? E se eu não tivesse vivido tudo que eu vivi? E se as coisas não fossem como são? E se eu não conhecesse quem eu conheço agora? E se? E se? E se? E se? E minha cabeça fica confusa e perdida no meio de inúmeras possibilidades.
Eu raramente me arrepende de uma decisão tomada, mas quando isso acontece é horrível. Eu fico me martirizando por aquilo o resto da vida, e provavelmente daqui a uns 10 anos eu ainda vou me lembrar e vou querer ter feito diferente. É horrível me sentir da forma que eu me sinto, como se nenhum passo me levasse ao caminho certo. Como se tanto esforço fosse em vão.
E eu sei que isso é passageiro, todo sentimento é passageiro. Mas eu vivo em constate vai-e-vem de insegurança. Cada dia me descubro mais insegura, e eu simplesmente odeio isso. Então ai vem a pergunta do titulo do post. Por que, diabos, eu alimento essa insegurança? Por que eu não consigo simplesmente dar um basta em sentimentos negativos?
Eu sei que não sou apenas eu que me sinto dessa forma, insegurança faz parte de qualquer ser humano (mesmo que as pessoas não assumam isso). Mas eu não gostaria de ser insegura, não gostaria de a cada palavra pronunciada ficar pensando se eu fiz o certo. Isso é horrível.
E eu me pergunto se alguém, além de mim, se sente dessa forma. E mesmo sabendo que sim! Que alguém no mundo deve se sentir da mesma forma que eu, eu fico perdida. Perdida e me achando a pior pessoa do mundo por não saber o que eu to fazendo com a minha vida.
Por não saber se daqui a cinco anos os meus esforços vão valer a pena. Por não saber se eu vou ser uma boa profissional. Por não saber se a faculdade que eu quero fazer é mesmo o que eu procuro. E eu sei que eu tenho tempo, e que eu posso errar, e que eu posso consertar, e que eu posso simplesmente recomeçar quantas vezes eu quiser. Mas não é bom quando acontece um acerto de primeira?
No post passado eu falei como eu pensava demais, e até fui contra isso. Mas eu realmente ODEIO pensar demais, pensando demais eu chego em todos os pensamentos falados acima. Eu sei que tenho uma vida inteira para viver, sou jovem. Mas ser jovem é uma constante insegurança.
As vezes, o que me consola é saber que eu não estou sozinha. Que existem milhares de pessoas que se sentem da mesma forma que eu - eu espero que exista - e que, de alguma forma, algum dia todas essas dúvidas vão desaparecer.
Talvez eu realmente deva pensar menos, esperar mais, ter mais paciência com a vida e deixar que a mesma me surpreenda. Bom, talvez daqui a cinco anos eu volte com um novo texto, respondendo para mim mesma as perguntas que acabei de me fazer.
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Mariana Vaz, canceriana, uma adolescente em constante crise de identidade. Utopia e abstração são palavras chaves. Viagens e energias positivas. Não-ateia, não-cristã. Apaixonada pela vida e por tudo que ela representa. A simplicidade mais complexa que existe. Sentimental ao extremo, chorona, talvez mimada, feliz e triste. Vivo em Goiânia, tenho meus amigos, tenho minha vida, tenho minhas ideias e agora... tenho meu blog.
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