Primeiro, tenho que falar os motivos que me fizeram vir aqui hoje escrever justamente sobre isso: A vida. É estranho como o próprio assunto se torna o motivo do assunto, mas é isso. Desde o principio tive a plena certeza que esse blog se tornaria uma especie de diário para mim, e não estou errada.
Quando estou mal, chateada, em conflito comigo mesma e com a minha natureza, quando quero gritar, chorar, espernear até o mundo todo saber como eu estou mal... Eu simplesmente venho aqui, escrevo e me sinto 100x melhor.
Então hoje, vou escrever sobre como é a vida vista por uma ruiva, uma ruiva em especial, eu. Sempre tive uma certeza na minha vida, desde a minha primeira palavra pronunciada (que por um acaso foi 'não') que eu não seria uma pessoa fácil de lidar. Dito e feito.
Sou extremista. Ou como dizem meus pais 8 ou 80. Para mim não tem aquela de meio termo, ou é, ou não é. Ou soma, ou some. E aqueles outros montem de frases clichês. Eu já entrei em conflito comigo mesma inúmeras vezes procurando respostas para sentimentos, sempre pensei demais. Sempre quis ver todos os lados da situação.
'Mariana, para de pensar tanto, curte o momento' é a frase que eu mais escuto falarem para mim. E bom, pensar é bom, mas nem sempre, e eu sei disso, só não sei colocar as ideias em pratica. É claro, é sempre mil vezes mais fácil falar.
Minha vida nos últimos meses tem sido inúmeros 'tiros no escuro'. Usei a impulsividade para tomar todas as minhas decisões, a emoção, o sentimentalismo. Resolvi esquecer um pouco a razão e percebi que não podia ter tomado decisão melhor. Por que?!
Todo mundo precisa daqueles momentos, aqueles que nada importa a não ser seguir os sentimentos. E mesmo que no final tudo dê errado, você sempre tem a chance de mudar, de arrumar seus erros. Uma vez ouvi certa frase: Você pode errar, desde que esse erro não custe sua vida. E nenhum ser humano pode negar como é bom a sensação de estar arriscado.
A adrenalina, os hormônios (não importa qual sejam eles) a flor da pele, a incerteza, e finalmente o alívio. Talvez isso tudo soe um pouco masoquista, mas a vida nos torna masoquistas com o tempo. Saber que uma coisa deu certo, depois de tanto estar andando sob um fio tão fino é uma sensação tão unica, tão boa, tão libertadora. E então eu decidi que vou, de agora em diante, pensar menos e viver mais.
Sou uma amante de livros, e bem... Da mesma forma que o livro imita a vida, a vida também pode imitar o livro. Então, por quê não arriscar? Por que não dar alguns tiros do escuro? Um pouco de incerteza, impulsividade cai bem em todo mundo, em algum momento da vida. E não é errado gostar disso.
Por último deixo uma música que define bastante o que eu estou sentindo no momento:
Mariana Vaz, canceriana, uma adolescente em constante crise de identidade. Utopia e abstração são palavras chaves. Viagens e energias positivas. Não-ateia, não-cristã. Apaixonada pela vida e por tudo que ela representa. A simplicidade mais complexa que existe. Sentimental ao extremo, chorona, talvez mimada, feliz e triste. Vivo em Goiânia, tenho meus amigos, tenho minha vida, tenho minhas ideias e agora... tenho meu blog.
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