domingo, 24 de novembro de 2013

Ninguém disse que iria ser fácil.

Pensei, pensei e pensei mais um pouco. Como e sobre o que poderia ser o primeiro post de um blog inteiramente meu?! E então decidi. Hoje é 24/11/2013, ás 21:52 e eu estou ouvindo Coldplay. Não que você se importe, mas as próximas palavras serão de extremas (ou não) importância. 

Sempre fui extremamente sentimental, uma canceriana nata, e sempre tive um talento enorme para entender as coisas. Sempre fui mais observadora do que participativa, e sempre adorei isso. E hoje, no dia 24 de novembro de 2013, as 09h da noite, ao som de Coldplay descobri que nada é fácil.

Ôh, obrigada, Sra. Óbvio. 

Mas é aqui que está o ponto da questão. A dificuldade das coisas é algo tão óbvio que acabamos caindo dentro dela todos os dias. Quanto mais procuramos simplicidade, mais complicamos. E a agonia de achar o certo, o simples, o fácil é tanta e tão grande, que acaba nós sufocando. Não está entendendo nada? O.k, vou tentar explicar de forma mais clara.

Nós sabemos, desde o primeiro pensamento racional que temos, que nada na vida cai do céu. Pelo menos não as coisas que valem a pena. E mesmo assim, estamos todo santo dia procurando pelo fácil. Nós sabemos o que nos faz mal, sabemos o que melhorar, sabemos os problemas e quase sempre sabemos a solução. Só que como já dizia minha avó: Nada que é bom, é simples. E como sempre procuramos o simples, deixamos o certo de lado. E é exatamente essa a nossa armadilha.

Podemos ser comparados a animais sendo criados para o abate (me desculpe, eu sei que essa comparação é horrível). Vamos colocar dessa forma: Nós somos os animais, os problemas (que, aparentemente, não são problemas) são os alimentos, e o abate (a sentença final) é a agonia/depressão/tristeza. A comida vai nos levar ao abate, mas não conseguimos viver sem ela, acreditamos precisar dela, e a alternativa que seria comer menos e viver mais parece uma ideia estúpida. Eu juro que isso faz algum sentindo na minha cabeça, juro.

Voltando a ideia principal: A não facilidade das coisas. Sabemos que nada é simples, nada é fácil, mas queremos e buscamos incansavelmente isso, assim querendo fugir do problema criamos um. 

Uma boa solução? Na minha opinião seria enfrentar. Enfrentar o que só, aparentemente, nos faz bem. Colocar os pingos nos i's. Aceitar a não simplicidade. A partir do momento que nós conseguirmos nos livrar de tudo que faz mal, que é ruim, os sentimentos ruins serão substituídos por coisas boas.  

Ps: Vale a pena lembrar: o meu certo, não é o seu certo. Simplicidade, dificuldade, problema e solução variam de acordo com o ponto de vista da pessoa. 

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