Final do ano chegou, e com ele aquelas festas com aqueles parentes chatos, promessas novas, novas esperanças e todo aquele clichê. Mas, todo esse papo de 'ano novo, vida nova' é verdade?
Nós, meros seres humanos, estamos a todo momento nos desfazendo de coisas, nos afastando de pessoas, nos renovando. Então, por que só no final do ano podemos dizer que estamos atrás de uma vida nova? E mesmo, que no fundo você saiba, que vá tudo continuar da mesma forma, a esperança de uma mudança é maior que a aceitação.
Não pretendo prolongar muito esse texto, nem sequer o iria escrever, mas bom... Não se prenda as promessas de final de ano. Renove você, sua vida, esperanças, relações a cada dia. Chore para se livrar de antigos sentimentos. Sorria para se abrir a novas experiências. Viver é um tiro no escuro, e precisamos atirar inúmeras vezes até acertar o alvo.
Precisamos correr o risco, aguentar as dores, comemorar as alegrias. Se estamos aqui, se somos obrigados a passar por todas as dificuldades que elas sejam recompensadas com uma alegria fora do normal. O mundo é grande, enorme, e ele sempre tenta ser maior que nós todos, cabe a nós provar a ele que somos maiores que ele.
E a minha meta, para todos os meus dias de vida nova é: ser feliz!
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Estamos perdidos em turbilhões de sentimentos.
Uma certa vez, minha mãe me contou a história de um urso. O urso em questão, estava morrendo de fome, e andando na floresta achou uma panela, grande e cheia de comida. O panela estava no fogo, mas é claro que o urso com toda sua irracionalidade não sabia disso, então a abraçou e começou a comer. Pouco a pouco a penela o queimou, e mesmo que doesse, mesmo que queimasse ele não a soltava, e quando ele percebeu que estava morrendo, tentou se soltar da penela, mas era tarde demais, ela já estava grudada em seu corpo. O urso morreu, abraçado a panela queimando.
Se formos fazer uma comparação com humanos sentimentais e animais, por favor, que comparem com esse urso. O sentimento nem sempre é bom, o lado bom - infelizmente - nem sempre vence, só não estendemos isso ainda.
Quando sentimos, quando amamos, ficamos com tanto medo de perder, ficamos tão apegados ao que um dia nos fez bem que não conseguimos nos livrar daquilo. Mesmo que nos mate, pouco a pouco. E é tão ruim, ficar perdido entre o sentimento, a razão. Entre o certo e o errado.
O certo está ali, na sua cara, quase tão visível que você pode tocá-lo, mas ele doí, ele machuca. Romper relações é sempre uma dor, onde acaba que um lado sempre sai mais machucado que o outro. Mas então o que você deve fazer? Continuar naquela situação doí, romper a situação parece que doí mais ainda. Qual é o caminho que devemos seguir?
Cabe a nós mesmos respondemos essa pergunta. Eu, que sempre presei o simples, o fácil, o indolor, hoje me vejo em uma situação aparentemente sem saída. Soa dramático, e talvez seja mesmo dramático. Mas quando somos colocados a prova de fogo, a teoria sempre se mostra mais fácil. Ficar e suportar a dor, pelo simples medo de perder, parece melhor do que enfrentar tudo e ter que suportar os fantasmas da saudade.
Mas e quando não dá mais?! E quando a dor de estar perto é igual, ou superior, a de quando está longe. A realidade é que nunca ninguém pertenceu a ninguém, somos apenas ciclos que se interligam e se soltam com uma rapidez fora do normal. Enquanto eu estou escrevendo esse texto alguém, provavelmente, está rompendo um relacionamento. De forma forçada, ou não. Alguém, em algum lugar do mundo, está perdendo uma pessoa querida, uma pessoa amada.
E que você saiba que não, não é o fim do mundo, a dor, a agonia diz o contrário. Como o certo pode doer tanto? Quão injusto isso é? A vida, infelizmente, não foi feita para ser justa, para ser fácil, foi feita para ser certa. E vai te cobrar o certo, sempre, seja ele o que você quer ou não! É ruim pensar que a qualquer momento você pode perder alguém, seja para morte, seja para situações do dia-a-dia. E qual é a solução?
Talvez, a resposta seja aproveitar. Aproveitar enquanto podemos, aproveitar cada segundo que temos com quem amamos, nunca sabemos se amanhã, quando acordamos, aquela pessoa vai estar ali. Viver com intensidade, viver o momento. Mas com a consciência, que quando a dor chegar, você não vai estar preparado. E mesmo que pareça o fim do mundo, o tempo (o mais eficaz e clichê de todos os conselhos) irá resolver.
Se formos fazer uma comparação com humanos sentimentais e animais, por favor, que comparem com esse urso. O sentimento nem sempre é bom, o lado bom - infelizmente - nem sempre vence, só não estendemos isso ainda.
Quando sentimos, quando amamos, ficamos com tanto medo de perder, ficamos tão apegados ao que um dia nos fez bem que não conseguimos nos livrar daquilo. Mesmo que nos mate, pouco a pouco. E é tão ruim, ficar perdido entre o sentimento, a razão. Entre o certo e o errado.
O certo está ali, na sua cara, quase tão visível que você pode tocá-lo, mas ele doí, ele machuca. Romper relações é sempre uma dor, onde acaba que um lado sempre sai mais machucado que o outro. Mas então o que você deve fazer? Continuar naquela situação doí, romper a situação parece que doí mais ainda. Qual é o caminho que devemos seguir?
Cabe a nós mesmos respondemos essa pergunta. Eu, que sempre presei o simples, o fácil, o indolor, hoje me vejo em uma situação aparentemente sem saída. Soa dramático, e talvez seja mesmo dramático. Mas quando somos colocados a prova de fogo, a teoria sempre se mostra mais fácil. Ficar e suportar a dor, pelo simples medo de perder, parece melhor do que enfrentar tudo e ter que suportar os fantasmas da saudade.
Mas e quando não dá mais?! E quando a dor de estar perto é igual, ou superior, a de quando está longe. A realidade é que nunca ninguém pertenceu a ninguém, somos apenas ciclos que se interligam e se soltam com uma rapidez fora do normal. Enquanto eu estou escrevendo esse texto alguém, provavelmente, está rompendo um relacionamento. De forma forçada, ou não. Alguém, em algum lugar do mundo, está perdendo uma pessoa querida, uma pessoa amada.
E que você saiba que não, não é o fim do mundo, a dor, a agonia diz o contrário. Como o certo pode doer tanto? Quão injusto isso é? A vida, infelizmente, não foi feita para ser justa, para ser fácil, foi feita para ser certa. E vai te cobrar o certo, sempre, seja ele o que você quer ou não! É ruim pensar que a qualquer momento você pode perder alguém, seja para morte, seja para situações do dia-a-dia. E qual é a solução?
Talvez, a resposta seja aproveitar. Aproveitar enquanto podemos, aproveitar cada segundo que temos com quem amamos, nunca sabemos se amanhã, quando acordamos, aquela pessoa vai estar ali. Viver com intensidade, viver o momento. Mas com a consciência, que quando a dor chegar, você não vai estar preparado. E mesmo que pareça o fim do mundo, o tempo (o mais eficaz e clichê de todos os conselhos) irá resolver.
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Mariana Vaz, canceriana, uma adolescente em constante crise de identidade. Utopia e abstração são palavras chaves. Viagens e energias positivas. Não-ateia, não-cristã. Apaixonada pela vida e por tudo que ela representa. A simplicidade mais complexa que existe. Sentimental ao extremo, chorona, talvez mimada, feliz e triste. Vivo em Goiânia, tenho meus amigos, tenho minha vida, tenho minhas ideias e agora... tenho meu blog.